Todo poeta é, no âmago, um homem triste.
Um homem não precisa de palavras para ser feliz.
Somente para lamentar.
Felicidade basta ser, viver, estar,
feliz.
Tristeza não.
Tristeza é o espírito fora de equilíbrio,
é a falta intensa, extensa,
do pecúlio sentimento
amor.
É difícil, enfim, ser poeta em paz.
Imensurável no meu nível
23.8.11
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O amor é tanto que já não se sabe como se expressa
Somente se com a grandeza dos poetas
a sensibilidade dos poetas
e as palavras dos poetas
que não são minhas
mas suficientemente grandes
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é sempre ruim...
7.8.11
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escrever para si é sinônimo dos momentos de depressão,
por isso não escrevo mais olhando para dentro,
puro medo.
mas não há maior temor do que saber o que sentes,
assim o escrever tornou-se um grande estorvo,
o medo virou mudeza,
assim como nossos corpos sentiram o calor esfriar,
sem conhecerem estas letras.
escrever é sempre ruim,
ainda mais assim, de olhos fechados,
lembrando do que somos ou fomos.
permite que nos entreguemos novamente,
ao que sentimos,
ao nossos corações,
e vem de novo ao que nos faz felizes,
sem pensar ou ressentir,
vem até mim.
por isso não escrevo mais olhando para dentro,
puro medo.
mas não há maior temor do que saber o que sentes,
assim o escrever tornou-se um grande estorvo,
o medo virou mudeza,
assim como nossos corpos sentiram o calor esfriar,
sem conhecerem estas letras.
escrever é sempre ruim,
ainda mais assim, de olhos fechados,
lembrando do que somos ou fomos.
permite que nos entreguemos novamente,
ao que sentimos,
ao nossos corações,
e vem de novo ao que nos faz felizes,
sem pensar ou ressentir,
vem até mim.
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ausência
10.11.10
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o meu silêncio simplesmente não significa,
é silêncio puro, sem justificativa,
sem intenção.
o meu silêncio não roga paz, solução,
eternidade.
o meu silêncio não roga amor.
o meu silêncio é só silêncio.
vazio como um balão que acaba de estourar.
um silêncio eremita.
é silêncio puro, sem justificativa,
sem intenção.
o meu silêncio não roga paz, solução,
eternidade.
o meu silêncio não roga amor.
o meu silêncio é só silêncio.
vazio como um balão que acaba de estourar.
um silêncio eremita.
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Preciso de paz.
5.8.10
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Essas letras são como pombas
Que voem por estes bytes e bits, zeros e uns, e levem a minha inquietude junto
Isso precisa de um fim.
Que Ela veja as pombas
como anúncio do que não virá
do que será
e do que já passou.
Loucura
Noites de insônia
Frases desconexas
Agora têm um sentido
Fim.
Ela não insista mais em lembrar-me
de um amor que jogamos fora.
Não há quem viva em paz com
tamanha assombração.
Correrei o mundo para juntar
um pouco de tranquilidade, equilíbrio, força.
Já seria muito...
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Do amor eterno.
7.6.10
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Nasci no tempo da maldade.
Meu faz-de-conta era de chumbo.
Eu era o Rei,
o juíz tolo, portanto
o bobo da corte.
O cavalo, se falava, era eu,
mas a lei era aquela da música.
Pião, peão, medo,
dúvida fatal
numa noite sem fim,
por sumires do quintal...
o quê que a vida vai fazer de mim
Meu faz-de-conta era de chumbo.
Eu era o Rei,
o juíz tolo, portanto
o bobo da corte.
O cavalo, se falava, era eu,
mas a lei era aquela da música.
Pião, peão, medo,
dúvida fatal
numa noite sem fim,
por sumires do quintal...
o quê que a vida vai fazer de mim
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Isso já não é mais alma,
é corpo.
Puro torpor, destempero.
Já não é mais vida,
é morrer sem estar morto.
Como caminhar pelas ruas com a calma
dos que sucumbiram ao desespero.
Vitimado pelas flechas por si mesmo lançadas.
Desfalecido e andando...
é corpo.
Puro torpor, destempero.
Já não é mais vida,
é morrer sem estar morto.
Como caminhar pelas ruas com a calma
dos que sucumbiram ao desespero.
Vitimado pelas flechas por si mesmo lançadas.
Desfalecido e andando...
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12.5.10
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Chove dia e noite,
chuva obsessa,
parecendo, ou querendo,
provar que é superior ao sol.
Initerrupta,
do primeiro raio de luz da manhã,
ao último arco-íris antes do anoitecer.
Essa tua onipresença, chuva,
comprova ao sol que és,
sim, mais das nossas
do que é ele.
Agora traz-me ela, chuva,
traz-me ela mesmo que à revelia,
do resto encarrego-me eu, oras,
só não digas que isto não podes.
Cansei de ver-te levar vidas,
agora traz-me, chuva,
traz a minha.
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6.4.10
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tu tens sido minha escrita diária.
a mais intensa e bela de todas as poesias,
de todas as apaixonantes boas prosas,
por demais rara, raríssima.
tão quanto boa música
que povoa pensamento,
habita coração.
tens sido as notas e melodia de uma vida.
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O primeiro dia desse ano realmente foi algo inesquecível. Recheado daqueles momentos que a gente guarda na memória da retina e torce para que a próxima noite de sono não contribua para esmaecer a cor destas recordações.
Naquela noite em que os fogos estouravam e eu te jurava amor eterno, era impossível não lembrar dos nossos primeiros passos na areia... Do modo como peguei na tua mão, e de como ficaste receosa em pegar na minha, e de como foram intermináveis aqueles minutos da lua por detrás das nuvens.
Eram tão fortes as lembranças do primeiro dia em que nos beijamos naquele primeiro segundo de ano novo que elas acabaram ficando marcadas para mim como parte do reveillon também.
Não mentirei dizendo que aqueles minutos de fogos e celebração foram os momentos marcaram o início do ano, no entanto.
Foi o teu choro ainda aquela noite que me fez renascer. Quando tudo parecia ruir e fazer pensar que caminhávamos para o fim, o teu choro me despertou - e me fez sentir um monstro como antes havia acontecido.
Um choro tão sincero e tão tocante, de uma pureza indescritível, que pareceu jorrar dos teus olhos como gotículas de cristal - pois as gotas brilhavam na tua face, mesmo naquela escuridão. Senti-me a pior criatura que Deus poderia ter colocado sobre a Terra: transformando aquele que deveria ser um momento de união plena em um ato de separação. Descobri instantaneamente o porquê das tuas lágrimas serem tão raras: elas significam muito. Às vezes, tudo.
Depois daquele momento, nada mais parece ser muito difícil de ser superado por nós dois. Ou melhor, nada mais parece ser impossível. Difícil muita coisa pode ser, mas principalmente para os que não aprendem com os erros.
Mas nós aprendemos sempre, mesmo que um pouquinho. Assim como a senha cada vez parece mais fácil...
Beijo, minha flor.São 03:03, por ironia do destino, agora que termino esta mensagem com uma vontade imensa de torná-la manuscrita.
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Silêncio sagrado.
28.12.09
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Sons demais. Excessivos.
Calei teu burburinho chato e repetitivo com excesso.
Excedemos nossas paciências mutuamente.
Os amigos perceberam,
Percebi entre eles o nosso crescimento,
Não faço ideia: percebeu a evoluçâo?
O caminho de volta poupou sofrimento.
Vitória.
O caminho de volta poupou entendimentos.
Silêncio.
Vamos compreendendo como carregar o peso de nossas vidas.
Calei teu burburinho chato e repetitivo com excesso.
Excedemos nossas paciências mutuamente.
Os amigos perceberam,Percebi entre eles o nosso crescimento,
Não faço ideia: percebeu a evoluçâo?
O caminho de volta poupou sofrimento.
Vitória.
O caminho de volta poupou entendimentos.
Silêncio.
Vamos compreendendo como carregar o peso de nossas vidas.
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24.10.09
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Ainda existe onde João e Maria fazem sentido,
o pôr-do-sol que fizemos só nosso,
as fotos que só trazem boas recordações.
Custo a entender o que deixou de existir.
o pôr-do-sol que fizemos só nosso,
as fotos que só trazem boas recordações.
Custo a entender o que deixou de existir.
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Uma certeza.
15.10.09
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As regras de um poeta são as regras de uma vida.
Não as sigo. Nenhuma.
Cabral descobriu que ninguém é tão interessante para falar de si mesmo o tempo todo.
Cabral sabe é falar de si mesmo em infinita pessoa.
Se é que há sentimento impessoal,
Cabral deve ter descoberto também,
mas não serei estivador dos poetas regrados.
Vamos falar de amor, para sermos protagonistas
de uma história bem vivida, bem contada e escrita
na areia do Ribeirão.
Vamos falar, sim,
dos beijos, das discussões,
de como deitamos ou
passeamos com os pés molhados.
Ali com as ondas,
nossos passos redigem poemas,
ditam certezas que o tempo leva
em vão.
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Uma nova política.
7.10.09
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Uma nova rotina. Na verdade, inteiramente nova rotina. A primeira. Tentaremos.
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Durmo tarde.
12.9.09
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Faz muito tempo que não escrevo. Tanto que não tenho certeza se realmente deveria estar tentando escrever. Queria mesmo era ter a constância, hoje traduzo isso como perseverança, dos que atualizam seus blogs ou diários todo dia. Porquanto, não digo que me contento, mas me conformo com o meu jeito.
Muitas vezes, é preciso dizer, deixei de registrar o que pensava aqui por estar no banho. Pensei até em deixar um bloquinho de notas e uma caneta no banheiro. Seria desperdício de papel, só minha imaginação parece não saber que água molha.
Também ando angustiado com a frequência com que me pronuncio na primeira pessoa. São tão interessantes as pessoas que falam de ideias, aquelas coisas que não precisam de pessoa nem tempo para serem faladas. Não me sinto interessante.
Fundamentalmente, o que chateia mesmo é a distância que nos afasta. São 17 quilômetros às vezes, nem sempre tanto, de vez em quando muito menos (muito mesmo), mas ainda assim me sinto longe. O que houve, meu amor?

Algumas pessoas têm a dádiva de estarem juntas mesmo residindo em continentes diferentes. Estamos porta à porta, em momentos diferentes.
Queria viver tua vida, e quem sabe tu viveres a minha também, ou seja, que nossas vidas estivessem intimamente ligadas. Mas tu não vens aos meus compromissos, e eu não vou aos teus - até porque não sou convidado-, e tu também não me ligas nunca, e eu penso em não te ligar mais por acreditar muito na lei da recíproca. Chato?
Como eu disse, não me sinto interessante. Interessante é pensar se o nível desse blog cai ou sobe com um texto destes. Vou dormir ao amanhecer e acordo ao Video Show.
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Bom dia!
28.7.09
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Mesmo que não tenhas perguntado, e acho que dificilmente perguntarias, eu vou falar.
(pra não dizer que não falei dos cactos)
Ontem, acordei mais cedo do que poderia e do que imaginava que fosse - fator fundamental na hora de escolher, inconscientemente, se devemos voltar a dormir ou não. Aliás, existe decisão nos atos inconscientes?
Passei a manhã inteira lendo o que não me engrandece, assistindo a programas da televisão que não me alegram, exceto Bob Esponja, esperando piscar na tela desta máquina o acontecimento primordial de todo dia: "Ela acabou de entrar".
O almoço chegou no mesmo voar de tempo em que se vai um desenho animado, lerdo, como tudo que se possa fazer sem a tua companhia.
Tive que ligar. Praticamente te acordei, na verdade, e isso nem é mais novidade. Disse que iria te buscar, que às 16h estarias aqui. Às 15:17 ainda estava falando disso, às 16h estacionamos na casa ao lado da minha. Nunca duvide de mim - para o bem ou para o mal.
Como foi o tempo depois disso? O suficiente para entrar na eternidade, como sempre. A duração de cinco filmes parecem mais um instantâneo em nossas mentes. Apesar da porcaria cinematográfica ("só podia ser brasileiro..."), do preço da gasolina, ou da tua decepção pela falta de lontras no mangue, ou pela falta de disposição da tartaruga quando fora do aquário - ela parece ter herdado bem os genes da espécie, afinal. Nem mesmo a nega maluca da minha mãe (sic), ou os pães com queijo, milho, presunto e margarina, conseguem ser a melhor parte do dia, no entanto. A melhor parte do dia está em nós.
Talvez por esse motivo esteja evidente o processo de dependência, daquelas irreversíveis. Se só me sinto completo ao teu lado, os momentos de vazio são somente cactos. Certo mesmo é que todo homem deveria ficar viciado em UMA mulher como a que tenho.
Um privilegiado. Posso descansar minha retina frente a tua e guardar à sete chaves em algum recôndito mané, engenheiro ou "simplesmente" amante: preenches qualquer parte do ser. Lidas com as manias, os defeitos, as chatices desnecessárias e transformas todas, sem que eu note, em algo mais ameno, mais produtivo. Discuto contigo rindo, por mais duras que sejam nossas cabeças, e concordo mesmo que à revelia, chorando por dentro, se estiveres certa. Ah, ninguém mais consegue isso. Ninguém.
Quando a porte se abre, lá na Serraria, e desce do carro o meu amor, fica consigo meia parte de mim. Assim terminam os dias incríveis - no literal e no clichê.

(pra não dizer que não falei dos cactos)
Ontem, acordei mais cedo do que poderia e do que imaginava que fosse - fator fundamental na hora de escolher, inconscientemente, se devemos voltar a dormir ou não. Aliás, existe decisão nos atos inconscientes?
Passei a manhã inteira lendo o que não me engrandece, assistindo a programas da televisão que não me alegram, exceto Bob Esponja, esperando piscar na tela desta máquina o acontecimento primordial de todo dia: "Ela acabou de entrar".
O almoço chegou no mesmo voar de tempo em que se vai um desenho animado, lerdo, como tudo que se possa fazer sem a tua companhia.
Tive que ligar. Praticamente te acordei, na verdade, e isso nem é mais novidade. Disse que iria te buscar, que às 16h estarias aqui. Às 15:17 ainda estava falando disso, às 16h estacionamos na casa ao lado da minha. Nunca duvide de mim - para o bem ou para o mal.
Como foi o tempo depois disso? O suficiente para entrar na eternidade, como sempre. A duração de cinco filmes parecem mais um instantâneo em nossas mentes. Apesar da porcaria cinematográfica ("só podia ser brasileiro..."), do preço da gasolina, ou da tua decepção pela falta de lontras no mangue, ou pela falta de disposição da tartaruga quando fora do aquário - ela parece ter herdado bem os genes da espécie, afinal. Nem mesmo a nega maluca da minha mãe (sic), ou os pães com queijo, milho, presunto e margarina, conseguem ser a melhor parte do dia, no entanto. A melhor parte do dia está em nós.
Talvez por esse motivo esteja evidente o processo de dependência, daquelas irreversíveis. Se só me sinto completo ao teu lado, os momentos de vazio são somente cactos. Certo mesmo é que todo homem deveria ficar viciado em UMA mulher como a que tenho.
Um privilegiado. Posso descansar minha retina frente a tua e guardar à sete chaves em algum recôndito mané, engenheiro ou "simplesmente" amante: preenches qualquer parte do ser. Lidas com as manias, os defeitos, as chatices desnecessárias e transformas todas, sem que eu note, em algo mais ameno, mais produtivo. Discuto contigo rindo, por mais duras que sejam nossas cabeças, e concordo mesmo que à revelia, chorando por dentro, se estiveres certa. Ah, ninguém mais consegue isso. Ninguém.
Quando a porte se abre, lá na Serraria, e desce do carro o meu amor, fica consigo meia parte de mim. Assim terminam os dias incríveis - no literal e no clichê.
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